segunda-feira, 22 de outubro de 2012

'Mundo tem que mudar', diz mãe de adolescente morta em Higienópolis


A mãe de Caroline Silva Lee, de 15 anos, assassinada durante um assalto na madrugada deste domingo (21) em Higienópolis, em São Paulo, disse que ela era uma menina esforçada e estudiosa. Revoltada com o crime, a recepcionista Maria Lee, de 40 anos, pediu justiça. “Esse mundo tem que mudar", afirmou.

A mãe contou que Caroline sempre tirou boas notas e, por isso, conseguiu uma bolsa de estudos em um conceituado colégio da capital.  “Ela sempre tirou notas boas. Ela tinha vários planos: de fazer Fatec, corria atrás de curso de inglês. Ela fazia curso de violão, de karatê. De tudo isso, ela corria atrás, com o próprio esforço”, disse Maria Lee, enquanto aguardava para fazer o reconhecimento do corpo da garota na tarde deste domingo (21), no Instituto Médico-Legal (IML), no Brooklin, na Zona Sul.

O bom desempenho nos estudos fez com que Caroline passasse em um concurso e conseguisse há 2 anos uma bolsa para estudar no Colégio São Luís.

Por volta das 2h deste domingo, Caroline tinha deixado a festa de uma amiga de infância, na região da Rua Augusta, na companhia do namorado. De acordo com a Polícia Civil, o jovem disse que eles foram abordados por dois criminosos armados ao passar pela Rua Sabará. Segundo o depoimento, eles entregaram mochila e celulares, mas, mesmo assim, um dos ladrões atirou duas vezes contra a adolescente.
Mãe mostra pertences que estavam na bolsa da filha (Foto: Letícia Macedo / G1)
Mãe mostra pertences que estavam na bolsa da
filha (Foto: Letícia Macedo / G1)
No boletim de ocorrência registrado no 26° Distrito Policial, os suspeitos Marcos Vinícios Correia Gomes, de 19 anos, Alex Rodrigues Venâncio, de 18, e Claudinei Avelino Modesto, de 18, confessaram o crime e alegaram que a vítima reagiu.

“O delegado falou que o homem [que atirou] tem sangue frio. Eu quero que eles fiquem 40 anos na cadeia”, afirmou a mãe, que estava sob efeito de traquilizantes.

A adolescente que perdeu o pai, vítima de um câncer, há 6 anos, morava com a mãe e um irmão, de 17 anos, em uma apartamento na região da Bela Vista. “O menino ficou em casa, em estado de choque e vai me dando força aos poucos.”

Revoltada, a mãe pede justiça. “Esse mundo tem que mudar. São muitas pessoas morrendo. Como uma mãe que perde a única filha por causa de um celular, de uma máquina, que um bandido vem, chega na esquina e troca por R$ 10 ou por maconha. Para quê [matar]?”, indagou.

A garota deve ser enterrada na manhã de segunda-feira (22), no Cemitério Vale dos Reis, emTaboão da Serra, na Grande São Paulo

Letícia MacedoDo G1 São Paulo



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