segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Andres Sanchez vai pedir demissão da CBF

Andres Sanchez (esq.) conversa com Mano Menezes durante treino da seleção brasileira, em setembro

Andres Sanchez, 48, deve se demitir do cargo de diretor de seleções da CBF nesta segunda-feira. O anúncio provavelmente será no início da tarde, em entrevista coletiva durante a Soccerex, feira sobre futebol que ocorre no Rio.
Antes, o cartola pretende avisar José Maria Marin, presidente da CBF, de seu
pedido de demissão. Andres ficou contratariado com a demissão do técnico Mano Menezes da seleção, na sexta-feira.
Coube ao diretor de seleções informar o treinador e ainda dar uma entrevista coletiva para explicar a decisão. "Eu não concordei, fui voto vencido", disse um constrangido Andres Sanchez na sede da Federação Paulista de Futebol.
Marin e seu vice, Marco Polo Del Nero, não se manifestaram sobre a demissão de Mano.
Segundo interlocutores de Andres ouvidos pela Folha, o dirigente também estaria irritado com o fato de Marin e Del Nero terem iniciado, sem consultá-lo contatos com Luiz Felipe Scolari para substituir Mano.
O ex-técnico do Palmeiras está no Rio Grande do Sul visitando familiares. Segundo sua assessoria, não foi procurado por ninguém da CBF, e não tem nenhuma reunião marcada com dirigentes da confederação.
INCÔMODO
Andres foi contratado em dezembro do ano passado, pelo então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para o cargo de diretor de seleções. Começou na função assim que concluiu seu segundo mandato como presidente do Corinthians.
Na prática, cabia a Andres servir como elo entre a comissão técnica e a cúpula da CBF, além de negociar amistosos, tratar da liberação de jogadores e servir como interlocutor dos clubes com a confederação.
Com a chegada de Marin e Del Nero ao comando da CBF, Andres foi aos poucos perdendo espaço. Marin agendou amistosos sem consultá-lo, levou a seleção para treinar no CT do São Paulo (clube com quem Andres passou anos brigado) e fez de tudo para deixá-lo desconfortável. O ápice ocorreu na sexta-feira.
FUTURO
Uma vez fora da CBF, é muito provável que Andres passe a fazer oposição à dupla Marin/Del Nero. A próxima eleição para a presidência da CBF está marcada para abril de 2014 --foi antecipada para evitar que maus resultados na Copa atrapalhassem o candidato da situação, que será Del Nero. Pelo estatuto da entidade, é preciso que cinco federações estaduais e pelo menos oito clubes apoiem um candidato a presidente.

MARTÍN FERNANDEZ
DE SÃO PAULO



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