domingo, 6 de maio de 2012

Guardas de Fortaleza receberão falta se não trabalharem durante jogo


Uma assembleia realizada pelo Sindicato da Guarda Municipal de Fortaleza neste sábado (5) reforçou a decisão da categoria de permanecer na sede do órgão durante a partida de futebol entre Fortaleza e Ceará, no domingo (6), no Estádio Presidente Vargas. A categoria tomou a decisão ainda na sexta-feira (4), alegando que a prefeitura não dispõe dos equipamentos de segurança necessários para uso dos guardas. “Não há sequer colete [a prova de balas],
não existe equipamento”, disse o presidente do Sindicato (Sindiguardas), Márcio Cruz. A prefeitura afirma que guardas receberão falta.
Decisão 
A Guarda foi escalada para colaborar com o esquema de segurança planejado pela prefeitura nos terminais de ônibus, no Estádio Presidente Vargas e áreas entorno, juntamente com os agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). Segundo Márcio Cruz, a categoria decidiu ficar fora do esquema de segurança por causa de incidentes anteriores.

No dia 24 de março, dois guardas municipais foram baleados por torcedores no terminal de ônibus do Bairro Antônio Bezerra. No mesmo dia, um grupo de assaltantes entrou no prédio da Câmara de Vereadores, no Bairro Luciano Cavalcante, rendeu outros guardas e assaltou o caixa eletrônico. Os guardas foram obrigados a se despir.
O Sindiguardas alega que, após os incidentes, foram prometidos equipamentos como colete à prova de balas, escudo, capacete, caneleira, rádios e viaturas. Mas nada foi entregue.
Prefeitura
A direção da Guarda Municipal informou que a Polícia Militar já foi acionada e vai realizar a segurança dos terminais de ônibus. Assim como auxiliar os agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) no Estádio Presidente Vargas e áreas entorno. A direção também afirmou que realizou reunião com o Sindiguardas na manhã de sexta-feira e não foi informado sobre a decisão da categoria.

A Guarda Municipal de Fortaleza ressaltou ao G1 que o trabalho no domingo (6), em colaboração com o esquema de segurança planejado para a partida de futebol, trata-se de um trabalho extraordinário. Ou seja, os guardas se voluntariam para serem escalados e receberem por horas extras. A direção deve rever esta estrutura de horas extras.
Diana VasconcelosDo G1 CE

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